Deus e a Ciência, lados opostos da mesma moeda? (Parte I)

Televisões, jornais, blogs e sites, todos eles citam estudos, estatísticas ou experiências cientificas. Cada vez mais as pesquisas e estudos servem de fontes para as nossas opiniões, convicções e crenças. Sendo eles verídicos ou não (não é disto que o artigo trata), todos nós nos sentimos impelidos a acreditar em factos quando eles nos são apresentados tendo em “anexo” um estudo científico ou uma estatística levada a cabo por uma universidade. Apesar de ser proveitoso para nós adquirirmos conhecimento tendo como base evidências temos de fazer uma triagem ao tipo de informação que deixamos que nos influencie, “qualquer inexperiente põe fé em cada palavra, mas o argucioso considera os seus passos”. (Provérbios 14:15)

Um dos assuntos que mais é alvo de pesquisa, indagação e estudo é a existência de Deus, ou de um Criador. Ao longo dos últimos 100 anos, os progressos feitos em áreas como a física, química e biologia têm-nos mostrado como a harmonia do corpo humano, flora, fauna e espaço é perfeita. As leis que comandam todo o universo têm uma concordância e timing exatos e foi precisamente a ciência e os seus estudos que nos mostraram isso. Porém muitos cientistas afirmam que todas estas descobertas provam a não existência de Deus, ou a ausência do seu poder no aparecimento do universo tal como o conhecemos.

Muitos cientistas afirmam que a vida começou na água há bilhões de anos. Supõem que algumas substâncias químicas se uniram nessas águas de forma espontânea, o que por sua vez formou moléculas complexas que posteriormente se começaram a duplicar. Em todas estas hipóteses colocadas existe um padrão: tudo isto ocorreu por acaso.

Outros cientistas, que também acreditam na evolução, não concordam com estas afirmações. Estes últimos dizem que as primeiras formas de vida, ou células primitivas surgiram do espaço. Afirmam isso pois ainda não conseguiram reunir evidências de que a vida aqui na Terra tenha surgido do absoluto nada, do acaso.

Sendo assim vamos raciocinar um pouco. Os bebés, aquelas criaturas pequenas de olhos curiosos, têm uma origem: outros seres vivos. Observamos esse padrão em toda a natureza. As crias de todos os animais têm progenitores, as plantas de qualquer espécie têm também uma origem, origem essa que só é possível devido à prévia existência de outros seres vivos semelhantes a elas. Esta “lei” da natureza já não tem segredo algum para nós, em pleno século XXI. Mas será que esta lei foi violada em algum momento da história do universo?

Para a vida existir, além de luz solar e oxigénio é importante que as células tenham 3 componentes que trabalham em plena harmonia: DNA, RNA e proteínas. Será que estes elementos tão complexos, onde estão escritas todas as informações genéticas que diferenciam as espécies se formaram por acaso?

A comunidade cientifica na sua generalidade acredita nesta “teoria do acaso” devido a uma experiência desenvolvida em 1953. Nesse ano Stanley Miller conseguiu produzir alguns aminoácidos (constituintes do DNA e RNA) através da combinação de descargas eléctricas e uma mistura muito específica de gases. Toda a experiência ocorreu num ambiente controlado, sem interferência de qualquer agente exterior (agentes que poderíamos facilmente encontrar numa atmosfera primitiva da Terra). O cientista Robert Shapiro afirma que a probabilidade de uma molécula de RNA auto replicadora (ou auto reprodutora) se formar a partir da união aleatória de elementos químicos muito específicos é tão diminuta que se ocorresse mesmo em algum ponto da história do universo, representaria um golpe de sorte excepcional. A probabilidade de uma única proteína  composta de apenas 100 aminoácidos (sabendo que a célula mais básica tem cerca de 200 aminoácidos) se formar por caso na Terra é de 1 em um quatrilião.

Porque todos estes factos são relevantes?

Imaginemos que um cientista reúne vários elementos químicos, aplica-lhes forças e métodos de fabricação e finalmente consegue construir um robot bastante complexo. Além da sua complexidade de funções esse robot tem a capacidade de se auto reproduzir. A que conclusão chegaríamos? Com certeza concordaríamos que um ser bastante inteligente conseguiu modificar os elementos e construir uma máquina impressionante. O mesmo ocorre na natureza, com a quantidade de conhecimento que possuímos acerca de todos os elementos e leis do universo podemos concluir que só um ser muito poderoso e inteligente poderia produzir uma “máquina” tão impressionante como a célula. Se os cientistas conseguissem esse feito poderíamos de igual forma concluir que eles fizeram algo fantástico, mas isso provaria que a célula pode surgir por acaso?

Ao analisarmos todas estas descobertas e factos constatamos que a ciência não é “inimiga” dos que têm fé num Criador, pelo contrário, a ciência apoia a crença que de que só alguém bastante inteligente e poderoso poderia criar vida!

 

 

Nota: para mais informações acerca de este assunto e confirmação das experiências aqui explanadas poderão consultar as seguintes fontes:

“Why science does not disprove God”- time magazine (em inglês)

“A origem da vida- Cinco perguntas que merecem resposta”

 

 

Advertisements

Redes Sociais e Emprego: Para além do LinkedIn

Em todas as minhas (muitas) pesquisas sobre o assunto, seja em blogs de língua portuguesa seja em blogs de língua inglesa, nunca encontrei dicas tão exequíveis e com aplicação prática como neste blog!

Leitura para o fim-de-semana: as vítimas podem estar na porta do lado

O Informador

O tráfico de seres humanos é um dos maiores flagelos mundiais. Mesmo em países desenvolvidos. Este artigo da 5280, uma revista de Denver, nos Estados Unidos, conta a história de várias raparigas que caíram nas malhas da prostituição. Um murro no estômago.

Sem nome 2

The Girls Next Door

In 2012, President Barack Obama said the  fight against human trafficking was “one of the great human rights causes of our time”. So why are so many Colorado children still being sexually exploited?

CHAPTER 1

LIPSTICK KISSES STAIN the corners of the mirror. Open tubes of mascara, a rainbow of eye shadows, and a warm curling iron cover the counter of the pink bathroom. T-shirts, skirts, and heels are scattered on the couch and spread along the floor of the basement. Sixteen-year-old Susie discards an entire pile of tops before settling on a cropped T-shirt, jeans, and wedges. Her naturally curly black hair is stick straight…

View original post 880 more words

A força de um entusiasmo

Inesperado

Há alturas na vida em que somos levados por um entusiasmo . É como se alguma coisa pegasse fogo dentro de nós e ficássemos apaixonados por um certo aspecto da vida. Pode ser um projecto que nos cativa, uma pessoa que nos atrai ou uma ideia que nos fascina. É uma sensação maravilhosa.

Passado algum tempo, o que normalmente acontece é que o entusiasmo começa a diminuir, e as dificuldades multiplicam-se.
O projecto que nos cativava afinal tem mil obstáculos, a pessoa que nos atraía tem defeitos que nos incomodam e a ideia que nos fascinava já não parece assim tão interessante.
Quando o entusiasmo começa a pesar nas costas, o que costumamos fazer é largá-lo e partir à procura de um próximo. Pode ser que o próximo nos realize mais do que este. Pode ser que nos deixe mais tempo entusiasmados. Vamos assim de experiência em experiência sempre…

View original post 354 more words

As vantagens de ser um falhado

É mesmo isto!

Inesperado

Vamos encarar os factos: nós somos uns falhados. Podemos não o dizer a ninguém, podemos esconder de nós próprios, mas não conseguimos evitar aqueles pensamentos marotos:
Nenhuma relação que tenho bate certo.
No trabalho só faço asneira.
Sinto-me a ficar para trás.
Tenho vergonha da minha forma física.

Rapidamente nos consideramos um falhanço monumental, e a verdade é que o somos. Apesar de nos babarmos só a imaginar uma vida de suposto sucesso – família perfeita, carreira respeitável, dinheiro abundante e aparência invejável – a verdade é que a nossa vida está cheia falhanços desastrosos.

As boas notícias é que há várias vantagens em ser um falhado:
1. Só não falha quem não tenta.
Normalmente quem é um falhanço é porque tentou alguma coisa. Quer tenha sido lançar uma empresa, começar uma relação, candidatar-se a um trabalho, só o acto de tentar já é memorável. Tudo o que vale a…

View original post 536 more words

A paciência, como a falta dela nos afecta?

A paciência é definida como a capacidade de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados. A falta de paciência, que está fortemente ligada com a falta de autodomínio, pode causar problemas tanto nas nossas tarefas diárias como nos relacionamentos que mantemos. Entre os problemas associados à impaciência estão:

  • Riscos à saúde:
  • Procrastinação
  • Abuso de álcool e violência
  • Falta de bom critério
  • Dificuldades financeiras
  • Perda de amigos

 

Ultrapassar esta dificuldade em manter a calma pode ser complicado, porém existem passos que se podem dar para que esta impaciência não se faça sentir a um ponto que atrapalhe ou prejudique as nossas relações do dia-a-dia.

  1. O primeiro passo inclui identificar o que nos faz perder a paciência. Ao identificarmos o que nos leva a perder a paciência podemos aplicar o conselho do Rei Salomão, que em Provérbios 22:3 nos aconselha a nos escondermos do perigo, ou neste caso em concreto a evitarmos as situações que nos fazem perder a paciência.
  2. Um segundo passo para combater a impaciência é simplificar a vida. Ao simplificar a vida conseguimos focar-nos em apenas uma coisa ou assunto, isto leva a que qualidades como paciência, determinação, concentração e bom-senso possam guiar a nossa capacidade de resolução de problemas. Caso a nossa vida seja complicada será fácil perder a paciência face a uma agenda cheia. O stress está relacionado com a impaciência, e a boa administração do tempo é meio caminho andado para nos tornarmos mais pacientes. Um provérbio bíblico diz: “Para tudo há um tempo determinado . . . , tempo para guardar e tempo para lançar fora.” (Eclesiastes 3:1, 6)
  3. Uma terceira dica para lidar com a impaciência é ser realista. As coisas nem sempre acontecem quando ou ao ritmo que gostaríamos que acontecessem, logo ter um conceito equilibrado em que consigamos discernir que a passagem do tempo não é afectada pelas nossas espectativas é um passo em direção a uma personalidade mais paciente. Parte de ser realista em relação às características do tempo, o nosso e de outros, é aprender a controlar o que realmente podemos controlar. Não podemos controlar o ritmo a que outros fazem certas tarefas, mas se estamos assim tão preocupados com o tempo podemos pegar nesse tempo que pensávamos “Perdido” e usá-lo de forma produtiva quando possível. Mesmo que essa não seja uma boa hipótese, já que não podemos controlar o tempo podemos controlar a nossa reação em relação às adversidades que nos levaram a perder a paciência.
  4. Por fim, achegarmo-nos a Deus pode levar-nos a cultivar a qualidade da paciência. Ao lermos relatos de tratos com o povo israelita podemos ver a imensa paciência que Jeová teve de demonstrar, mesmo perante situações que se repetiam sistematicamente. A nossa adoração a Jeová também pode, e muito, ser afectada pela nossa capacidade de exercer paciência. Ao irmos pregar estamos sujeitos aos mais variados tipos de pessoas, logo ter a capacidade de aceitar diferenças de personalidade e adversidades que possamos encontrar no serviço de campo é algo importantíssimo se queremos realmente ter alegria e sucesso no ministério.

Também quanto às bênçãos que a que poderemos ter acesso a paciência revela-se uma qualidade importante no sentido em que Jeová tem o timing perfeito e saberá abençoar, ou corrigir se necessário, os seus servos no tempo certo. A Bíblia promete: “Não estejais ansiosos de coisa alguma, mas em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus; e a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais.” (Filipenses 4:6, 7)

Podem as redes sociais roubar-nos o prazer dos momentos bons?

Hoje li um artigo no blogs.telegraph.co.uk   que falava sobre a tecnologia ser uma inimiga da nostalgia. Claro que a  tecnologia é uma ferramenta muito importante no nosso dia-a-dia, mas não é da tecnologia propriamente dita que se vai falar hoje, é das redes sociais.

Todos os dias fazemos login no facebook, twitter ou instagram. Descarregamos fotos, vídeos, fazemos posts sobre o nosso quotidiano e partilhamos os nossos momentos mais felizes com os nossos amigos e familiares. Até aqui nada de errado. Todos nós gostamos de recordar as alegrias da vida e as redes sociais são como um disco externo à nossa memória que poderemos aceder à distância de um scroll no nosso perfil. Mas e a outra face da moeda?

A outra face é constituída das nossas memórias mais embaraçosas, tristes ou até mesmo traumatizantes. Também essas ficam registadas nas redes sociais. Tentamos a todo o custo esquecer um infeliz comentário ou até mesmo uma foto onde ficámos menos bem, mas mais uma vez a rede social está lá para nos lembrar que esses momentos aconteceram mesmo.Pior, está lá para não deixar que os nossos amigos e familiares se esqueçam que aquilo aconteceu connosco. Claro que isto é inofensivo quando se tratam de simples fotos embaraçosas ou comentários tolos sobre uma equipa de futebol, mas irá chegar o dia em que vamos querer deixar hábitos que tínhamos que no futuro consideraremos prejudiciais e  o nosso perfil vai sempre lembrar-nos do quão agarrados eramos a certas práticas que agora rejeitamos ou do quanto sofremos com algum acontecimento.

Mas poderemos pensar: “Eu não coloco toda a minha vida nas redes sociais, por isso esse perigo não é uma realidade para mim”. Facilmente podemos cair nesse raciocínio falso. Mas pensemos bem no assunto. Quem usa twitter por exemplo; todos sabemos que o twitter só aguenta posts de 140 caracteres, mas de todas as redes sociais não é nessa que mais derramamos nossas angústias e frustrações? Não é, por exemplo, no facebook que metemos fotos com “amigos” com quem agora nem queremos ser vistos pois mancham a nossa reputação? Como poderemos esquecer a marca que alguém deixou em nós se toda a vez que abrimos o feed lá está a pessoa, a esfregar toda a sua vida em nós?

Podemos chegar então a duas conclusões: 

  • As redes socias tiram-nos a habilidade e prazer da nostalgia pois já nada é uma recordação, mas sim um facto documentado que podemos consultar em segundos através do nosso telemóvel (já para não falar que está acessível a todos os nossos amigos/seguidores). 
  • As redes sociais “atiram-nos à cara” todos aqueles momentos/comportamentos/pensamentos que desejamos que fizessem parte de outra vida que não a nossa.

Perante estas constatações poderemos pensar: As redes sociais são mais prejudiciais que benéficas. Apesar de não estar assim tão longe da verdade, esta afirmação pode perder o seu poder. E esse poder pode-lhe ser retirado por nós mesmos! Mas como?

  1. Ser selectivo nas pessoas a quem permitimos aceder aos nossos posts, dados e fotografias;
  2. Ser cuidadoso com o tipo de informação que disponibilizamos na internet;
  3. Quando estamos tristes ou frustrados com algo é importante não perder o autodomínio e não despejar todas as nossas emoções de forma descontrolada no nosso perfil. Além de ser de mau gosto esse tipo de comportamento pode levar a que seja difícil abstrairmo-nos da situação (pois as pessoas vão comentar o post e vamos ficar focados no problema) e pode levar a que escrevamos algo que, mais tarde com a cabeça fria, nos venhamos a arrepender. Ainda para mais existem problemas que só podem ser resolvidos cara a cara com alguém, resolvendo a situação educadamente ou desabafando com um amigo pessoalmente. Postar indirectas sobre um assunto mal resolvido com alguém pode piorar a situação;
  4. “Guardar” alguns dos nossos momentos mais significativos para nós mesmos. Alguns momentos são tão bons que só mesmo de nos lembrarmos deles sobe um calor ao coração e um sorriso aos nossos lábios; porque haveríamos de o tornar banal misturando-o no meio de fotos de gatos e vídeos de fails?

<

p>As redes sociais são boas quando usadas com bom senso e moderação!

 

 

Um beijo,

~November

Seguir o meu instinto…será o correcto?

Hoje ao entrar no twitter reparei numa notícia que falava que no amor seguir o nosso instinto era o melhor a fazer. O meu primeiro pensamento foi que aquele artigo seria de mais um blog feminino ou então que tinha sido escrito por algum homem que queria agradar ao universo feminino; tal foi o meu espanto quando vi que o artigo tinha como base um estudo feito por uma equipa de psicólogos norte americanos liderada por James McNulty, da Universidade Estadual da Florida. Esse estudo indicava, muito resumidamente, que quando estamos numa relação, sub conscientemente, ja sabemos se a mesma vai ou não ser satisfatória no futuro. Para chegarem a essa conclusão foram acompanhados 135 casais hereterossexuais durante os 4 anos iniciais dos seus casamentos e pôde-se verificar que “As pessoas que têm sentimentos realmente positivos em relação ao seu parceiro respondem muito rapidamente quando se trata de indicar as palavras que exprimem sentimentos positivos e muito lentas a indicar as que exprimem sentimentos negativos”, diz McNulty em comunicado da sua universidade. “Pelo contrário, as pessoas com sentimentos negativos em relação ao seu cônjuge reagem mais depressa às palavras negativas do que às positivas.”

Sinceramente esta conclusão não  me surpreende já que somos todos equipados com um kit de sobrevivência do qual faz parte o instinto e as reações do subconsciente destes casais provam que este kit está a funcionar para nosso beneficio. Mas então surge a pergunta: Porque as relações falham tanto se afinal estamos munidos do instinto que nos guia?

A resposta é simples, nós não ouvimos o nosso instinto. Mesmo quando o ouvimos duvidamos de nós próprios e não temos auto-confiança suficiente para sabermos o que fazer com os avisos que ele nos dá. Então, o verdadeiro segredo das relações bem sucedidas é a nossa auto-confiança e sabermos ouvir o nosso íntimo.

~November

Fonte da notícia: Jornal Público edição 29 Novembro 2013